Lucas Peralles
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Efeito sanfona: Por que o peso volta e o que a ciência diz sobre manter o emagrecimento de forma sustentável

Estima-se que a maioria das pessoas que consegue emagrecer de forma significativa retorna ao peso anterior dentro de alguns anos, informa Lucas Peralles, nutricionista e referência em nutrição esportiva em São Paulo. Esse dado não é uma condenação genética nem uma fatalidade metabólica: é, em grande parte, a consequência previsível de abordagens que resolvem o sintoma sem tratar a causa. 

O efeito sanfona é um dos fenômenos mais estudados na ciência do comportamento alimentar, e sua compreensão revela muito sobre por que dietas restritivas falham no longo prazo e o que realmente define quem mantém o emagrecimento. Há muitos casos de pacientes que chegaram ao atendimento após múltiplas tentativas frustradas de manutenção do peso, e o padrão é quase sempre o mesmo: resultado rápido com método restritivo, manutenção por alguns meses e regressão progressiva assim que o ambiente ou a motivação mudam.

Por meio deste artigo, apresentamos os mecanismos por trás desse ciclo e as estratégias que a evidência científica aponta como mais eficazes para quebrá-lo. Leia até o fim e confira!

O que é o efeito sanfona e quais são seus mecanismos fisiológicos?

O efeito sanfona, tecnicamente descrito como ciclagem de peso, é caracterizado por ciclos repetidos de perda e recuperação de massa corporal. Do ponto de vista fisiológico, o organismo possui mecanismos de defesa contra a perda de peso que se tornam mais ativos quanto mais rápida e drástica for a restrição calórica. Entre eles estão a redução da taxa metabólica basal, o aumento da eficiência energética, a elevação dos hormônios que estimulam o apetite, como a grelina, e a redução dos que promovem a saciedade, como a leptina. 

Esses ajustes podem persistir por meses ou anos após o término da dieta, tornando a manutenção do peso significativamente mais difícil do que a perda inicial, elucida Lucas Peralles. A biologia, nesse caso, não é vilã: é um sistema de sobrevivência que responde ao que se interpreta como escassez.

Por que a restrição extrema é uma das principais causas do efeito sanfona?

Dietas muito restritivas produzem perda de peso rápida, mas frequentemente à custa de massa muscular, equilíbrio hormonal e sustentabilidade comportamental. A perda de massa muscular reduz o metabolismo basal, tornando mais fácil recuperar gordura com o mesmo nível de ingestão calórica anterior. No plano comportamental, a restrição extrema tende a gerar um ciclo de contenção e compensação: períodos de rigidez excessiva são seguidos por episódios de descontrole alimentar que o próprio organismo, privado de nutrientes adequados, favorece biologicamente. 

Lucas Peralles

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O fundador do Método LP e especialista em comportamento alimentar, Lucas Peralles, aponta que a velocidade do emagrecimento raramente é o indicador mais relevante, visto que, o que define o resultado a longo prazo é a capacidade do paciente de manter um padrão funcional em semanas normais e em semanas difíceis.

O que diferencia quem mantém o emagrecimento de quem regride?

Estudos sobre manutenção de peso a longo prazo identificam consistentemente algumas características comuns entre quem sustenta o resultado.Segundo Lucas Peralles, a prática regular de atividade física, especialmente o treinamento de força, aparece como um dos fatores mais relevantes, tanto pelos efeitos metabólicos quanto pelo impacto na autorregulação comportamental. 

O monitoramento contínuo, não necessariamente diário, mas atento às variações de peso e hábitos, também aparece como fator protetor. Mais do que estratégias específicas, porém, o que distingue quem mantém o emagrecimento é a internalização de um padrão. Disso em diante,  a saúde deixa de ser um projeto temporário e passa a ser uma forma de operar no mundo, com ajustes contínuos e sem dependência de condições ideais.

Como construir consistência alimentar para sustentar o resultado a longo prazo?

Na Kiseki, a construção de consistência alimentar é tratada como o objetivo central do processo, não como consequência natural do emagrecimento. Lucas Peralles estrutura o acompanhamento para que o paciente desenvolva, progressivamente, a capacidade de corrigir a rota após períodos de descontrole sem entrar em ciclos de culpa e compensação. Isso inclui identificar gatilhos específicos, criar estratégias de correção em 24 a 72 horas e estabelecer mínimos não negociáveis que se mantenham mesmo em semanas ruins. 

Por fim, o objetivo não é a perfeição alimentar, mas a competência para funcionar bem dentro da vida real, com suas viagens, eventos sociais, estresse e imprevistos. Essa competência, quando genuinamente desenvolvida, é o que separa o emagrecimento sustentável do efeito sanfona. Para aprofundar esse assunto, acesse o site oficial da Clínica Kiseki: https://www.clinicakiseki.com.br/.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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